RP Paisagismo

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Iluminação

ILUMINAÇÃO APROPRIADA PARA O SEU JARDIM

Apreciar um jardim à noite é muito prazeroso, principalmente nas noites quentes do verão. Além de embelezar sua edificação, um jardim bem iluminado é sempre um convite a uma boa conversa noturna entre amigos e parentes.

A iluminação artificial deve, no entanto, primar por algumas regras básicas:

  1. As luzes brancas ou frias, ou seja, as lâmpadas a vapor, são extremamente fortes e devem ficar restritas a áreas públicas e/ou a quadras esportivas.
  2. Nas residências, devemos usar as lâmpadas incandescentes, com média ou baixa intensidade de luz. O jardim iluminado à noite não deve, nem precisa, ser igual ao jardim de dia.
  3. Evitar o ofuscamento do observador pelo foco dirigido direto na altura de seus olhos.
  4. Caprichar nos cuidados com a fiação.

Os fios que passam entre os canteiros devem estar em perfeitas condições, e serem enterrados para evitar-se tropeções. É muito interessante anotar o caminho dessas fiações enterradas, para indicá-lo aos jardineiros. Acidentes e consertos são evitados dessa maneira simples.


TIPOS DE LÂMPADAS

  • Halógena: apresenta 100 de IRC (Índice de Reprodução de Cores) e de  2 mil a 4 mil horas de tempo de vida. Gasta mais energia, mas oferece mais potência luminosa. Sua tonalidade de iluminação é branca e amarela.
  • Fluorescente: possui de 60 a 90 IRC e 12 mil horas de tempo de vida. É limitada por baixa potência. Apresenta tonalidade de iluminação branca e amarela.
  • Incandescente: tem 100 de IRC e até 1 mil horas de tempo de vida. Gasta mais energia se comparada com a lâmpada eletrônica, porém tem preço menor. Apresenta tonalidade de iluminação amarela.
  • Par: apresenta 100 de IRC e média de 6 mil horas de tempo de vida. É uma lâmpada refletora, com facho de luz preciso, muito brilho e definição. Possui diversas cores e tonalidade de iluminação amarela.
  • Led: possui 70 de IRC  e média de 2 mil a 4 mil horas de tempo de vida. Apresenta preço consideravelmente elevado e ilumina pouco. Tem diversas tonalidades de cores.

 

APARELHAGEM PARA ILUMINAÇÃO EXTERNA

Devemos usar luminárias produzidas para áreas externas. Estas luminárias têm condições de resistir à umidade, à terra, etc.  A aparelhagem para iluminação externa classifica-se em três tipos:

  • Difusor: A emissão da luz se dá por todos os lados e é homogênea, iluminando por igual todo um ambiente. Na maioria das vezes, fica fixa sobre um poste ou na parede.
  • Projetor ou Refletor: A luz é dirigida, formando um facho de luz mais ou menos concentrado. Criam contrastes de claro e escuro e destacam objetos ou áreas. Pode ser fixo ou móvel.
  • Balizador: É um refletor que possui características especiais para iluminar áreas de circulação. Seu facho é dirigido para o chão, altura reduzida (sempre inferior a 50 cm) e pequena intensidade de luz. Pode ser fixo ou móvel.

TIPOS DE APARELHOS

  • Focos e projetores: são indicados para criar efeitos especiais, como o da iluminação focal. Devem ser posicionados a uma distância de 1/3 da altura do elemento a ser iluminado
  • Postes de iluminação: Indicados para iluminar uma área de maneira geral. É recomendável que tenham mais de 1,80m de altura para não ofuscar as vistas das pessoas.
  • Balizadores e minipostes: Ideais para iluminar caminhos e elementos baixos de um jardim. Normalmente, o raio de iluminação destas peças é igual a duas vezes e meia a sua altura. Também é aconselhável que tenham menos de 1,10m de altura, para não ofuscar.
  • Armaduras e apliques: Normalmente proporcionam uma iluminação indireta, onde se percebe o contorno do local. Estes equipamentos devem ser específicos para as áreas externas: devem ter proteção contra sol, água, ventos, etc. Habitualmente possuem vidros temperados, vedação eficiente e borrachas de pressão.

No projeto de iluminação é preciso levar em consideração a função do jardim à noite, a arquitetura do local e o projeto do jardim. Além disso, deve-se prever a capacidade da rede elétrica disponível.  Seja qual for a forma de iluminar jardins, a iluminação externa deve proporcionar segurança e beleza.

A utilização destes aparelhos deve ser pensada e planejada para se tirar melhor proveito das características de cada um, bem como para valorizar a área a ser iluminada.  A maioria dos arquitetos paisagistas recomenda a colocação de um poste com uma luminária tipo difusor, de média intensidade, na entrada, onde termina a rua e começa o jardim da frente, servindo como uma boa medida de segurança.

Desta forma, é possível visualizar quem está se aproximando da casa. Outro conselho é colocar, em caminhos de pedra ou escadas com poucos degraus, pequenos balizadores embutidos nas laterais, o que torna tais caminhos muito mais atrativos e seguros. Iluminar o número da casa também é bastante importante. Para tanto, usam-se variados tipos de luminárias ornamentais fixas, que iluminam uma pequena área da parede, sem emitirem luz direta para os olhos do observador. Para o jardim, difusores criam uma área de luz homogênea e suave no terraço. Projetores ocultos pela vegetação lançam luz direta sobre uma fonte ou destacam um conjunto de palmeiras e arbustos.

Por último, a iluminação tem o poder de estimular passeios noturnos no jardim, com a criação de focos de interesse, usando balizadores para indicar caminhos entre os canteiros. Pode-se ainda utilizar elementos como tochas e luminárias encontradas em lojas de antiguidades. Tudo isto, somado à criatividade, valorizará muito seu jardim e, consequentemente, seu imóvel. No entanto, convém lembrar que é extremamente necessária a contratação de um paisagista, uma vez que ele indicará todas as medidas de segurança que deverão ser tomadas, bem como criará um desenho que traduza bom gosto e qualidade ambiental.



EFEITOS LUMINOTÉCNICOS EM JARDINS

Existem diferentes efeitos de iluminação que podem ser explorados em jardins. Confira abaixo:

ILUMINAÇÃO DE CAMINHOS: clareia trajetos formados por passeios, que facilitam a circulação dentro da área verde.

  • Minipostes: ideais para iluminar caminhos e elementos baixos, como forrações. Normalmente, seu raio de iluminação é igual a duas vezes e meia sua altura. Também é aconselhável que tenham menos de 1,10 m de altura, para não incomodar os olhos.
  • Balizadores: São pontos de luz que orientam os contornos de caminhos e canteiros. Podem ser minipostes ou luminárias embutidas na parede. Devem ter luz fraca e estarem dispostos, no máximo, a 40 cm do chão.

ILUMINAÇÃO FOCAL: direciona a atenção para um ponto específico do jardim; por exemplo, arbustos, esculturas e pontos de interesse.

  • Spots e refletores: indicados para criar efeitos especiais. Devem ser posicionados a uma distância de 1/3 da altura do elemento a ser iluminado. Direcionados para muros, paredes ou por trás das plantas, proporcionam efeitos de iluminação indireta.
  • Luminárias embutidas no chão: também chamadas de "nautilus", são luminárias próprias para serem encravadas no chão. Criam efeitos variados e iluminam as plantas de baixo para cima, realçando as silhuetas das mesmas.

ILUMINAÇÃO GERAL: ilumina amplamente o local, sem destacar nenhum ponto; assim, percebe-se o jardim como um todo.

  • Postes: indicados para iluminar uma área de maneira geral. É recomendável que tenham mais de 1,80 m de altura, para não ofuscar a visão das pessoas. As arandelas também podem ser usadas com o mesmo intuito.

ILUMINAÇÃO INDIRETA: demarca levemente o jardim, sem um foco de destaque. Normalmente, é colocada por trás das plantas, ou direcionada para muros ou pisos.

  • Arandelas: proporcionam uma iluminação indireta, onde é possível perceber o contorno do local. Alguns modelos, como os refletores halógenos, podem criar efeitos de iluminação focal.