RP Paisagismo

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Regas

Usar o bom senso na hora da rega é sempre uma ótima opção.

Como saber a quantidade de água que cada planta precisa?

Um caminho é observar o desenvolvimento das plantas e descobrir suas necessidades. Muitas plantas morrem por excesso de água e não por falta dela. Terra encharcada propicia o aparecimento de fungos e pragas, e o apodrecer das raízes.

Para não errar no volume, veja algumas dicas:

1 - Sinta a umidade da terra, afundando o dedo a 2,5 cm de profundidade. Regue se sentir o solo seco.

2 -  No inverno, as regas devem ser mais espaçadas, pois nessa época as plantas entram em repouso.

3 -  Vasos de barro absorvem mais água que os de plástico e pedem um intervalo menor entre regas. Poroso, o material faz as raízes respirarem melhor.

4 - A água vai achatando a terra, que precisa ser revolvida com o cuidado de não ferir caules e raízes.

5 - Ao viajar, pegue uma garrafa PET e faça um furo na tampa. Passe um barbante pela abertura, de forma que chegue ao fundo do recipiente. Encha a garrafa de água e feche a tampa. Enterre a ponta exposta do fio no vaso.

6 -  O ideal é pensar na irrigação do jardim antes que as espécies sejam plantadas. Assim, não será preciso rasgar o gramado e os canteiros já preparados para a instalação de canos, tubos e aspersores.

7 -  Vale a pena pesquisar a irrigação automática, na qual técnicos dimensionam, de acordo com as espécies de plantas, a topografia do terreno e o tipo de solo, a vazão, o tempo e a freqüência das regas. Assim, por um sistema computadorizado, gramados recebem água de aspersores; canteiros, por mangueiras furadas; e vasos, por gotejadores ou nebulizadores. Conectado a um medidor de umidade de terra, o sistema suspende a irrigação quando chover. Alguns podem, ainda, fornecer adubo líquido às plantas.

IRRIGAÇÃO AUTOMÁTICA

Em tempo de escassez de água, nada melhor do que evitar o desperdício. Uma das formas é instalando um sistema de irrigação. O retorno do investimento é rápido. Em nove meses, o custo do equipamento é amortizado, em consequência da queda das contas de energia elétrica e água.  A rega com uma mangueira manual consome 2 mil litros em 1 hora, sendo que alguns locais ficam encharcados e outros menos umedecidos. Os sistemas de irrigação inteligentes dispensam mão de obra e, em 10 minutos, concluem o trabalho gastando apenas 700 litros de água.

A lâmina d'água é proporcional à demanda, podendo ser feitos ajustes de acordo com a vegetação, as estações do ano, o microclima  e as necessidades do ambiente externo.

A facilidade de manutenção também é uma vantagem, pois é recomendada apenas a limpeza dos bicos a cada seis meses para prevenir o entupimento, a higienização do fundo do reservatório, a troca de filtros e a conferência das bombas de recalque.

Apesar do conceito ser simples, é importante contratar um serviço profissional, porque são necessárias análises de sombreamento da área verde, identificação do tipo de solo, especificação dos emissores de água de acordo com as plantas e observação da incidência de ventos, presença de taludes e profundidade do sistema radicular da vegetação. A seguir, conheça os sistemas de irrigação mais recomendados para jardins residenciais.

  • ASPERSÃO : sistema indicado para grandes áreas, como gramados, requer um reservatório de água, canos, bombas de recalque e aspersores. Pode ser autocontrolado, ou seja, pode operar automaticamente por meio de um timer. Para os gramados, geralmente, são utilizados aspersores escamoteáveis do tipo rotor ou spray. O primeiro consiste em um jato com ângulo pré-determinado e amplo raio de alcance, que podem ser regulados. Já no segundo a água sai em ângulo fixo e em forma de spray ."
  • MICROASPERSÃO: é instalado na superfície do terreno e possui pequenas hastes (chamadas de espaguetes) com microaspersores na ponta, sendo aconselhado para lugares específicos, como pomares, árvores ou determinados canteiros; é utilizado ainda em jardineiras, vasos e jardins verticais.
  • GOTEJAMENTO: realizado por meio de gotas previamente definidas, produzindo uma rega localizada, nas raízes ou nos bulbos.  Em jardins residenciais, é recomendado especificamente para canteiros lineares, árvores e faixas estreitas de vegetação, uma vez que a área fica umedecida apenas ao redor do ponto de gotejo.
  • CONTROLADOR: a escolha do comando do equipamento — manual ou automático — depende do conforto desejado. No primeiro caso, é obrigatória a presença física de uma pessoa para ligar a bomba, abrir os registros, etc. No segundo, o controlador realiza as tarefas automaticamente. Instalando um sistema automatizado, o proprietário da residência pode viajar sem se preocupar. Além disso,  alguns possuem sensores que identificam a presença de chuva e cancelam a operação, sendo reativados após o período chuvoso.

faca-em-casa

 


 

avencaA SEDE DE CADA UMA:

Algumas espécies, como a avenca, necessitam, além das regas, da umidade do ar. Para criar essa condição, um recurso é pulverizar água ao redor da planta todos os dias, mesmo sem molhar a terra. Isso cria um microclima apropriado. Outra sugestão dos paisagistas é tentar reproduzir o ecossistema de uma mata, agrupando vários vasos em um mesmo local. Juntas, as plantas transpiram e liberam maior volume de vapor d'água. Longos períodos sem regas deixam as plantas ressecadas, debilitadas — algumas não se recuperam e chegam a morrer. Por outro lado, espécies ricas em reserva de água,como os cactos, as suculentas e os agaves, sobrevivem em qualquer canto da casa, desde que haja bastante sol e pouca umidade. Numa área coberta, molhe uma vez por semana, no verão, e uma vez por mês, no inverno.