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Gramados

GRAMA, A BASE MAIS QUE PERFEITA

Gramado bonito dá show. Esse consagrado piso ainda tem o mérito de integrar todas as plantas, árvores, arbustos e canteiros num conjunto. Trata-se da opção mais indicada para a cobertura de solos, pela uniformidade de cor e textura, pela maciez e pela elasticidade. E mais: as gramas, de maneira geral, têm notável capacidade de regeneração. Desrespeitar o aviso "não pise na grama" não é lá delito tão grave. Estão aí os campos de futebol para provar a resistência dessa família. Mas convém escolher o tipo de grama de acordo com a função que se dá ao jardim - há variedades mais e menos resistentes, e a escolha correta facilita a manutenção.

A saúde do gramado depende, em princípio, do preparo do terreno e dos cuidados com o plantio, que deve acontecer na época das chuvas. Além de eliminar ervas daninhas e insetos do solo, é preciso checar a acidez da terra. Solos ácidos pedem correção do pH com calcário dolomítico. A análise da terra também informa a melhor fórmula de NPK a ser utilizada. Com o laudo em mãos, adube corretamente o solo e assente a grama, que pode vir em placas, sementes ou tufos. É bom saber, no entanto, que os dois últimos métodos são bastante trabalhosos e, por isso, menos usados. É bom regar abundantemente, todos os dias, no mês seguinte ao plantio. No verão, o ideal é aguar duas vezes ao dia, se não chover.

Em climas muito frios, para que a grama não enfraqueça ou resseque, cubra a área com 1 cm de areia de rio, seja o gramado recém-plantado ou adulto. Também é indicado o adubo granulado uma vez por ano. O uso de matéria orgânica ou húmus de minhoca é polêmico — muitos apontam o risco de disseminação de tiririca.  Em gramados de campinhos de futebol, recomenda-se uma vez por ano fazer a aeração: máquinas específicas perfuram o solo, retiram pequenos torrões de terra e, assim, permitem que a água, os fertilizantes e o próprio ar continuem penetrando na terra.

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SOBRE A LAJE
Nem todo mundo tem espaço para formar um belo gramado. Aqui foi aproveitada a cobertura de uma garagem para criar um jardim gramado, que se tornou praticamente a extensão de uma das salas do segundo andar da casa. Primeiro  foram criadas muretas em torno da laje impermeabilizada, de modo que o espaço comportasse a terra. Em seguida, foi espalhada uma camada de argila expandida e cobriu-se a base com uma manta de drenagem, para evitar que a terra e os nutrientes vazassem pelo ralo do piso quando a grama fosse regada. O próximo passo foi derramar terra adubada até uma altura de 40 cm e, por fim, plantar grama-esmeralda, a mais apropriada para um solo pouco profundo. Desta forma, foi criado um  tapete natural que convida os moradores para a área externa.


 


 

TIPOS DE GRAMAS

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BERMUDA
Resistente ao pisoteio, é indicada para campos esportivos. Também se desenvolve bem em terrenos pedregosos e em declive. Tem folhas estreitas de coloração verde intenso. Cresce tão depressa que exige manutenção constante.

ESMERALDA
De folhas estreitas, macias e de tamanho médio, de cor verde-esmeralda, é boa para clima quente e áreas ensolaradas com bastante trânsito. Desenvolve-se bem no litoral, pois tolera a salinidade. A poda é feita com 3 cm.

SÃO CARLOS
Tolera locais sombreados e se adapta a climas frios. É resistente a pragas e doenças e pode chegar a 20 cm se não for podada. Possui folhas lisas, perenes e lineares, de tom verde intenso.

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PRETA
Da família Liliaceae, não é grama, mas é tratada como tal pelos leigos. Como não tem boa cobertura, é Indicada para bordas de pisos e canteiros. Aceita sombra e dispensa poda. Requer solo fértil e drenado.

ZOYSIA OU JAPONESA
Caracterizada pela maciez das folhas, muito finas e compactas, é ótima para criar desenhos delicados em jardins orientais. Para terrenos ensolarados. De crescimento lento, demora a pedir poda.

SANTO AGOSTINHO
ideal para jardins urbanos e litorâneos, aceita sol ou sombra. Deve ser podada quando atinge 3 cm. Possuí folhas de largura e comprimento médios, lisas e sem pelos. Para pouco pisoteio. Boa para litoral.